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domingo, 17 de maio de 2009

Livros, Música e Vampiros!



Mudando um pouco o foco de temas muito tristes/sombrios/agoniantes/etc. para uma coisa um pouco menos triste/sombria/agoniante/etc., por curiosidade eu baixei os álbuns da banda finlandesa Apocalyptica. Não sou crítico de arte nem vou decifrar as mensagens subliminares de dominação mundial que podem constar nas músicas mas recomendo ouvir. Até eu que não sou fã de música instrumental gostei. O trocinho azul com preto no começo do texto é um player com a música Drive, acho massa essa música embora  (ou talvez essa seja a causa) ela se pareça muito com a trilha sonora do jogo de PS2 "Castlevania - Curse of Darkness", excelente jogo, por sinal. Acompanhando a descoberta dessa música, peguei alguns livros pra ler. Li "O Médico e o Monstro", um clássico, curtinho e muito bom, dá pra ler numa tarde e inspirado pelo clima gótico do som, comecei a ler "O Turno da Noite" do brasileiro André Vianco, que é uma espécie de sequência de "Os Sete" e "Sétimo". Livros muito bons e envolventes sobre vampiros. O cara manda muito bem, vale a pena ler o resto. Para fazer um revezamento de livros, peguei pra ler também "Lolita" de Vladimir Nabokov, acho que esse todo mundo já ouviu falar, de um carinha que se apaixona e abusa de uma criança de 12 anos. O engraçado é que eu nunca imaginei de Lolita viria de Dolores. Nada como ler um pouco para desviar o foco....


"No one but me can save myself, but it's too late."
(Fade to Black - Metallica)


P.S.: falta de criatividade é osso....




domingo, 18 de janeiro de 2009

Música!



Mais uma vez a estática se fez presente nesse blog e o pior é que dessa vez nem sei porque. Mas de qualquer modo, vamos aos ocorridos do período. Pela primeira vez em todos os tempos eu consegui terminar de ler um livro de José Saramago, chamado "As Pequenas Memórias", é um bom livro, simples, com histórinhas legais e cativantes, depois escrevo mais sobre ele. Mas acho que a coisa mais importante que me ocorreu em termos literários/musicais foi um súbito interesse pela música clássica. Andei até lendo uns blogs sobre o assunto, dos quais eu destaco "Diz que não gosta de Música Clássica?", pois é bem didático. Acredito que esse meu interesse por música clássica tenha surgido pois não consigo me concentrar nos estudos ouvindo Brujeria e companhia, além, é claro, da beleza associada a essas obras. Se alguém tiver sugestões, eu aceito! Comecei por J. S. Bach e espero que não pare nele...
Endereço do Blog supracitado: http://guiadamusicaclassica.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A Dureza de Francesca de Rímini


Mais uma da idade média! Apesar de ter ficado na história como a idade das trevas, foi uma época cheia de acontecimentos bizarros. Vejamos o caso de Francesca da Polenta. Italiana, filha do governador da província de Ravena, foi usada como moeda de troca para acalmar os ânimos de uma família rival, casando-se com o herdeiro da mesma. Ela cheia de vontade, casando a força, foi para as bodas e durante a mesma, conheceu seu querido cunhado cera da macaxeira, Paolo Malatesta. Após as bodas, já com o nome Francesca de Rímini, resolveu ler as histórias de Lancelot e Guinevere (bem sugestivo) com o amado quando o Boi, quer dizer, o marido os pega no flagra. Muito embora ele não tenha visto nada demais (não encontrei nada confirmando que eles chegaram as vias de fato) a dor de cabeça pelo nascimento(imaginário) dos cornos foi tão grande que ele ficou cego e assassinou o casal de pombinhos. A história não registra, mas como ele era rico, não deve ter dado em nada, pra variar. Mas, sempre há um "mas", os defuntos, que nem chegaram a dar uma (quanto azar morrer por uma paixão platônica), segundo Dante Alighieri em sua Divina Comédia, foram lançados ao segundo círculo do inferno, para onde vão os luxuriosos. Neste círculo, os amantes são destinados a passar toda a eternidade se olhando, tão próximos quanto o possível, mas nunca se tocando, eternamente separados pelos fortíssimos ventos de uma tempestade. Ou seja, morreram sem dar uma, vão passar o resto da eternidade na vontade e o pior é que nem se aliviar manualmente podem, vai que alguém fica com raiva e eles são deslocados pra um círculo inferior. Que pós-vida dura a deles(literalmente)...

A imagem é "A morte de Francesca de Rimini e Paolo Malatesta" de Alexandre Cabanel

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Sabedoria Medieval...

Eu estava lendo hoje o livro "O Nome da Rosa", quando uma frase em latim (dentre as milhares do livro) me chamou muito a atenção (até porque, foi a única que consegui entender...) e me pôs a pensar:

"Omni animal triste post coitum"

Agora vamos ao contexto. O personagem que pronunciou esta pérola da sabedoria humana, Adso de Melk, é um jovem noviço que nunca tocou numa mulher na vida. Apanhou uma adolescente na cozinha do mosteiro roubando comida no flagra e ela o achou lindo, lindo o suficiente para fornicarem (palavras do livro) sem sequer trocar palavras inteligíveis (olha as coisas melhorando pra ele). Pois bem, após o gozo, o infeliz em vez de partir para o segundo , terceiro, quinto tempo, dorme. Quando acorda, procura a mulher e acha apenas o lugar mais limpo do mundo (bem feito, quem mandou vacilar) e após esta constatação, faz o referido pronunciamento, já antecipando a seca vitalícia vindoura...