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terça-feira, 19 de maio de 2009

A arte imita a vida





Hoje eu lembrei do Doug Funnie. Era muito curioso aquele desenho animado, pois ele era só um carinha normal, apaixonado pela Patti Mayonnaise e que vivia se perdendo em seus sonhos, sonhos com ela, com heróis, com fama, que nunca irão tornar-se realidade enquanto ele se mantiver apenas sonhando. É meio depressivo esse desenho animado, triste, embora perversamente real e comum. Olhando assim, para ele, sonhar não parece uma boa idéia, embora não seja totalmente má. O sonho traz um conforto, uma perfeição, e tudo o que queremos, ali, tão próximo, palpável em alguns casos. O sonho ilude, quando deveria trazer esperança e motivação.











PS.: Achei na net a irmã do Doug (não é photoshop, procurem no google por doug funnie sister):

sábado, 3 de janeiro de 2009

Primeiro post do ano!!


O ano de 2009 começa e com ele chega a hora de colocar em prática os planos mirabolantes feitos na última semana de 2008. Eu li em um livro sobre Programação Neuro Lingüística (PNL) que para aumentar a motivação deve-se dividir o grande objetivo em vários pequenos, mais fáceis de serem atingidos. Ou seja, não basta querer ter algo, se faz necessário analizar o alvo, meticulosamente, e também saber valorizar cada pequena vitória, cada passo dado, afinal como diriam os antigos, o sabor da vitória não está na vitória em si, mas em cada curva vencida ao longo do caminho percorrido para se chegar a ela. Por exemplo, eu comecei a escrever esse blog pois achei que seria importante para melhorar a minha capacidade de comunicação e combater a preguiça e o descompromisso. Portanto, cada post escrito é uma vitória inominável sobre essesepequenos pecados. Com essa análise e "Shadow Duet" da banda "Dark Tranquility" o ano começa! Boa sorte a todos!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Reflexões de Final de Ano

Como sempre ocorre nos finais de ano, a maioria das pessoas faz uma reflexão sobre o ano que se encerra. Essas reflexões são tão frequentes quanto improdutivas, uma vez que raramente resultam em alguma coisa. Ao pensar nisso, lembrei de um texto que foi publicado no final de novembro e que eu reproduzo aqui. Mas esse não é um post de auto-ajuda nem a introdução do programa "Mais Você", é só uma linha de pensamento para otimizar essa reflexão tão importante quanto inevitável, afinal, como diria a autora do livro (que faz uma sátira ao universo feminino) Eu sento, rebolo e ainda bato um bolo: "Isso aqui não é um livro de auto-ajuda, pois auto-ajuda de cú é rola!"



"O DIA EM QUE ENCONTREI MARTY McFLY


Aquela cafeteria não é como eu imaginava. Não há máquinas de videogame, robôs atendentes ou garrafas de Pepsi surgindo no balcão. Vejo apenas um velho Lou contando os dias para sua aposentadoria. E um cabisbaixo cliente.


Ele veste um blazer cinza esquecido no tempo. Camisa perfeitamente esticada, gravata com nó simples e sapatos pretos. Bebe café enquanto faz dobras no guardanapo e, de canto de olho, fiscaliza o preparo de suas panquecas. Sento ao seu lado e, ainda tentando conter a excitação, faço a pergunta planejada há 10 anos:


- Por que o futuro não é como você nos mostrou?


Silêncio. Um breve sorriso, um gole de café e a resposta vem com as sobrancelhas arqueadas:


- Ainda faltam alguns anos, filho. Cinco anos e 350 dias, pra ser mais exato.


Marty McFly parecia deprimido. As rugas e sinais do tempo eram evidentes. Reparei na falta da aliança, mas preferi não tocar no assunto. Antes de perguntar sobre o hoverboard, Marty fez o favor de puxar um assunto:


- As brigas.


- Que brigas?


- Com o Biff. Começavam todas aqui.

- É, eu lembro. Eu vi.

- Mas eu nunca lutei por ela.

Mais uma vez, silêncio. O nome “dela” era Jennifer, você deve lembrar. Ela havia o deixado. O motivo era desconhecido. Um dia Jen simplesmente decidiu partir de Hill Valley. Parecia que ela estava em Nova York trabalhando numa agência de mídias sociais, coisa do gênero.

- Eu enfrentei cowboys, índios e ursos. Andei em trem desgovernado, skates voadores e fui arrastado por cavalos. Briguei em bares, festas e no meio da rua. Levei um tiro. Pulei de um prédio. Apanhei. Apanhei muito. E tudo isso por quem? Por mim. E fui o maior egoísta de todos. Perdi minha mulher. Eu, que ironia, sou um homem sem futuro.

Comecei a desconfiar que aquilo era somente café. Os lamentos de Marty eram deprimentes. Parecia, ele, vítima de um passado recheado de fracassos e decisões equivocadas. Nem de longe lembrava o primeiro ser humano a tocar Johnny B. Good. Com a timidez de um coadjuvante, tentei auxiliá-lo.


- Mas… Você foi ao futuro salvar o casamento. Lembra?


- Sim. Mas eu consegui? Ainda nem é 2015 e nós não estamos mais juntos. Antes não tivesse ido.

Agir. Já era hora:

- Calma lá. Essa autoflagelação é ridícula. Você viajou no tempo, fez tudo o que um adolescente queria fazer e é um dos maiores ícones pop de todos os tempos. Porra, você é o Marty Mc”fucking”Fly!

Nesse momento ele parou a xícara 10 centímetros de distância da boca. Olhava para frente, para o nada, claramente racionando o que acabara de ouvir. Voltou a xícara até o balcão sem beber o café, virou-se pra minha direção e, pela primeira vez olhando em meus olhos, questionou retoricamente:

- Eu viajei no tempo?

Claro que não precisei responder. Deixei-o seguir a teoria.

- É, eu viajei no tempo. Eu tentei mudar o presente da maneira mais preguiçosa do mundo. Não agindo dignamente e tomando decisões, mas reescrevendo o que já havia sido escrito e publicado. Eu podia errar, bastava voltar no tempo e corrigir.

- O presente.

- Hein?

- Você voltava no passado para mudar o presente. Mas você nunca mudou o futuro. Aliás, mudou o futuro indo até ele. Não no presente.


- Isso é… Como dizia mesmo o Doc? Ah, sim. Paradoxo temporal


- Exata… Não, não é um paradoxo. É vida real. O homem não pode brincar no tempo. Porém, ele não tem somente uma chance. Ele tem sim um presente e vários futuros. Esse, depende de suas escolhas.

- O que você quer dizer?


- Quero dizer que você não pode mudar o passado. Mas pode mudar o futuro.

O terceiro e último silêncio foi mais longo. Contudo, positivo. A reação foi imediata e, quando reparei, ele já estava fora do café entrando num carro cinza. Ia, creio eu, iniciar a mudança de seu futuro. Da forma como deve ser: imediatamente.

O grande barato do futuro é justamente esse controle que temos sobre ele. O destino não é escrito de uma vez, mas aos poucos. Pausadamente e a partir, principalmente, de suas escolhas. Portanto, não espere um capacitor de fluxo. Se você quer mudar seu futuro, comece agora. O tempo não dá tréguas.

E muito menos pára."

fonte:http://www.quemmatouatangerina.com/2008/11/26/o-dia-que-encontrei-marty-mcfly/


sábado, 13 de dezembro de 2008

Diamante ou grafite?

Eu vi em algum lugar que o "diamante é um grafite que se saiu bem sobre pressão". Engraçada essa frase, cola bem em entrevistas. Mas, o incauto autor desta frase desconhece o fato que o carbono na forma de grafite, que é a forma pura mais comum, é um dos melhores lubrificantes que existem na natureza e o diamante, apesar de ser o material mais duro encontrado na natureza, é um dos mais frágeis(esclarecendo: dureza é a capacidade de riscar outro material, fragilidade é a baixa resistência a choques mecânicos). Então, qual deles ser?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Sabedoria Medieval...

Eu estava lendo hoje o livro "O Nome da Rosa", quando uma frase em latim (dentre as milhares do livro) me chamou muito a atenção (até porque, foi a única que consegui entender...) e me pôs a pensar:

"Omni animal triste post coitum"

Agora vamos ao contexto. O personagem que pronunciou esta pérola da sabedoria humana, Adso de Melk, é um jovem noviço que nunca tocou numa mulher na vida. Apanhou uma adolescente na cozinha do mosteiro roubando comida no flagra e ela o achou lindo, lindo o suficiente para fornicarem (palavras do livro) sem sequer trocar palavras inteligíveis (olha as coisas melhorando pra ele). Pois bem, após o gozo, o infeliz em vez de partir para o segundo , terceiro, quinto tempo, dorme. Quando acorda, procura a mulher e acha apenas o lugar mais limpo do mundo (bem feito, quem mandou vacilar) e após esta constatação, faz o referido pronunciamento, já antecipando a seca vitalícia vindoura...