terça-feira, 19 de maio de 2009

A arte imita a vida





Hoje eu lembrei do Doug Funnie. Era muito curioso aquele desenho animado, pois ele era só um carinha normal, apaixonado pela Patti Mayonnaise e que vivia se perdendo em seus sonhos, sonhos com ela, com heróis, com fama, que nunca irão tornar-se realidade enquanto ele se mantiver apenas sonhando. É meio depressivo esse desenho animado, triste, embora perversamente real e comum. Olhando assim, para ele, sonhar não parece uma boa idéia, embora não seja totalmente má. O sonho traz um conforto, uma perfeição, e tudo o que queremos, ali, tão próximo, palpável em alguns casos. O sonho ilude, quando deveria trazer esperança e motivação.











PS.: Achei na net a irmã do Doug (não é photoshop, procurem no google por doug funnie sister):

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Lágrimas, arte e o obscurantismo


Lágrimas são um indicativo forte de emoção. Os antigos dizem que homens não devem chorar, que não devem mostrar que são fracos, pois só os fracos choram. Os pais sempre repreendem os filhos chorões mas aqueles que não derramam uma lágrima quando perdem um ente querido demonstram que não amavam aquele ente. Chora-se de dor física, da dor da perda, de arrependimento e também de felicidade, superação, de vitória, da volta por cima. Sim, chorar também tem uma utilidade fisiológica, pois lubrifica o olho e impede que ele resseque e deixe de funcionar. Chora-se também quando se é assaltado por grande comoção religiosa.

O ponto é que algumas pessoas preferem passar os dias a chorar os erros, deixar ecoar os lamentos, mostrar ao mundo a sua tristeza e assim simplesmente permanecem e choram sem nada fazer, apenas choram e se alimentam da sua dor, curtindo a mesma, da maneira mais masoquista possível. Nesse sentido, não me parece ser uma coisa exatamente útil chorar, se incapacitar pela dor, porque esse sentimento acaba se espalhando, acaba atingindo outras pessoas, entristecendo tudo e a todos, enegrecendo o dia daqueles que o rodeiam. Como aqui não é blog de auto-ajuda, não vou ficar recomendando as pessoas que sejam felizes, que não chorem ou algo do tipo, afinal, cada um sabe a dor que tem. Mas que se deixar afundar na dor é errado, ah isso é. Podem levar a casos como o desse quadro do post. Ele é bastante curioso, pintado por um italiano chamado Giovanni Bragolin (nascido Bruno Amadio), essa pintura era ícone Cult em Portugal e em todo o mundo nos anos 1980. O cara não era exatamente bem sucedido como pintor e no auge da sua tristeza fez um pacto com o demônio para que ficasse famoso, pintando então 27 pinturas (incluindo essa) sobre o mesmo tema (crianças chorando). Nesses quadros é possível sacar muitas mensagens subliminares e referências satânicas e existem várias lendas urbanas a cerca desses quadros: 

"Era extremamente popular em todo país (Portugal) nos anos 80. Um quadro que mostrava um menino chorando. Dizia a lenda que virando o quadro ao contrário, aparecia a imagem do demônio. O quadro jamais poderia ser queimado, senão liberaria o espírito do mal. Nem poderia ser jogado no lixo pois o quadro daria um jeito de voltar a casa do dono. O único jeito de se livrar da maldita obra seria jogá-la em um rio que corresse para o Sul - e sair de fininho sem olhar para trás.". 

PS.: mais informações e exemplos de outras coisas cabulosas a cerca os quadros em http://www.tabernaculonet.com.br/luz.php?facho=t00034

domingo, 17 de maio de 2009

Livros, Música e Vampiros!



Mudando um pouco o foco de temas muito tristes/sombrios/agoniantes/etc. para uma coisa um pouco menos triste/sombria/agoniante/etc., por curiosidade eu baixei os álbuns da banda finlandesa Apocalyptica. Não sou crítico de arte nem vou decifrar as mensagens subliminares de dominação mundial que podem constar nas músicas mas recomendo ouvir. Até eu que não sou fã de música instrumental gostei. O trocinho azul com preto no começo do texto é um player com a música Drive, acho massa essa música embora  (ou talvez essa seja a causa) ela se pareça muito com a trilha sonora do jogo de PS2 "Castlevania - Curse of Darkness", excelente jogo, por sinal. Acompanhando a descoberta dessa música, peguei alguns livros pra ler. Li "O Médico e o Monstro", um clássico, curtinho e muito bom, dá pra ler numa tarde e inspirado pelo clima gótico do som, comecei a ler "O Turno da Noite" do brasileiro André Vianco, que é uma espécie de sequência de "Os Sete" e "Sétimo". Livros muito bons e envolventes sobre vampiros. O cara manda muito bem, vale a pena ler o resto. Para fazer um revezamento de livros, peguei pra ler também "Lolita" de Vladimir Nabokov, acho que esse todo mundo já ouviu falar, de um carinha que se apaixona e abusa de uma criança de 12 anos. O engraçado é que eu nunca imaginei de Lolita viria de Dolores. Nada como ler um pouco para desviar o foco....


"No one but me can save myself, but it's too late."
(Fade to Black - Metallica)


P.S.: falta de criatividade é osso....




quinta-feira, 14 de maio de 2009

O medo

"I'm coming to an end,
I've realised what
I could have been.
I can't sleep so I take a breath and
hide behind my bravestmask,
I admit
I've lost control."


Não dá mais, eu não posso proseguir, não há mais forças, rezo desesperadamente para que Ele ponha um fim em tudo isso, nessa agonia, nesse turbilhão de memórias e medos que varre do meu corpo qualquer traço de consciência e sanidade. O Medo, Ah o Medo! Sorrateiro, se infiltra em cada poro, em cada espaço, minando a coragem, sabotando a esperança, exaltando as falhas, anulando qualquer possibilidade de raciocínio organizado. Em seu sórdido trabalho, ele cria em mim um futuro todo seu, moldado ao seu interesse, instiga premonições, as mais vis premonições, onde em delírio se vê a traição, a dor, o abandono e o desprezo. "Não, eu não vou deixar isso acontecer!", grito em silêncio e então, ataco desesperadamente aqueles que vi em delírio, machuco, esmago e silencio, agindo em autodefesa, me preservando de um futuro negro que nunca veio a existir. Ao final, exausto e sozinho, levanto a cabeça. Tomado pelo sentimento de triunfo, respiro fundo e olho ao redor, nada vejo, apenas corpos pelo chão, corpos de quem eu amo, de quem me amou e seus olhares, olhares rancoros, decepcionados, frios, irreversíveis. Novamente o delírio, tudo aconteceu! "Mentira, não pode ser, eu nao fiz isso!". O tempo para, as leis da física se revertem, tudo gira e a dor, a enlouquecedora dor, anabolizada pela culpa, pelo erro me dizem "E se?", adicionando mais dor, mais culpa, mais infelicidade e atingindo a insanidade me deixo cair. Cair num abismo, escuro, cada vez mais escuro e frio, onde o que seria o meu futuro aparece como flashes, me torturando com imagens poeticamente felizes quando tudo o que eu vejo e sinto agora é negro e sem esperança. E o Medo? Ah, o Medo! Apenas observa, invisível, impassível, espalhando sua aura má e densa, deliciado pela dor, saboreando cada gota do desespero com um indisfarçável sorriso no rosto, lançando um olhar agudo, triunfante e escarnecedor para por fim, rir.



segunda-feira, 11 de maio de 2009

It's all Insane!


Quero respirar, quero ver a luz, quero viver! Mas estou afundando, sendo arrastado para o fundo, por uma força irresistível. Tento nadar mais forte, não consigo, tento me soltar, não consigo, desespero! Com muito esforço, consigo afrouxar as amarras, sinto então, um alívio, uma esperança, um raio de luz que atinge meus olhos, me traz o doce sabor da felicidade novamente e me aquece. Até que, de repente, o puxão venha mais forte, avassalador, roubando violentamente minha luz, apagando quaisquer rastros que me permitam voltar, me jogando na desilusão, na solidão, nas trevas. Então o desepero me assola novamente: "Quem faz isso comigo? O que eu fiz para estar aqui, para sofrer assim? Poderei eu voltar?". Tento respirar, não consigo! Agonia! E quando as trevas invadem o mais profundo recanto do meu pensar e imagino ser meu fim, o inimigo se revela, iluminado por uma fraca luz, bruxuleante, que mal permite perceber o seu rosto. Aperto bem o olhar, me esforço para ver, concentro todas as forças do meu corpo em meu braço e o toco, recusando-me a acreditar, uma onda aterrorizante percorre até mesmo o lugar mais íntimo da minha alma, dada a natureza gélida e sombria daquilo que me caça. Então uma nova onda de horror invade meu ser e em meio ao terror, eu finalmente percebo, finalmente o reconheço! Sim, meu inimigo, aquilo que me destrói, está refletido num espelho.

domingo, 10 de maio de 2009

It's revolution, baby!


Revolução... Palavra legal essa, muito utilizada quando as estruturas são abaladas por um avalassador vento de mudança. Normalmente associada à velocidade das transformações e com a amplitude das mesmas. Sempre precedida de pressões internas e externas, causadas por extrema inadequação do ser à nova situação. É uma situação complicada assumir essa inadequação, aceitar a mudança no tão confortável "status quo". Normalmente, as revoluções exigem um esforço enorme daqueles que a conduzem, exigem uma grande dose de motivação para executar com perfeição as modificações necessárias. Essas mudanças, profundas, são dificultadas pelo apelo e conforto da situação anterior. É um tal de "Para que mudar? Em time que está ganhando não se mexe!", dizem os mais acomodados e até mesmo os mais inflamados apoiadores da revolução uma hora se cansam, diante do esforço extremo necessário para mudar. É difícil aceitar toda a dor envolvida no processo revolucionário, mesmo sabendo que os resultados são necessários para um futuro melhor. Como é difícil conduzir uma revolução, principalmente quando ela é em si mesmo!


Pintura: La Liberté guidant le peuple - Eugène Delacroix

domingo, 18 de janeiro de 2009

Música!



Mais uma vez a estática se fez presente nesse blog e o pior é que dessa vez nem sei porque. Mas de qualquer modo, vamos aos ocorridos do período. Pela primeira vez em todos os tempos eu consegui terminar de ler um livro de José Saramago, chamado "As Pequenas Memórias", é um bom livro, simples, com histórinhas legais e cativantes, depois escrevo mais sobre ele. Mas acho que a coisa mais importante que me ocorreu em termos literários/musicais foi um súbito interesse pela música clássica. Andei até lendo uns blogs sobre o assunto, dos quais eu destaco "Diz que não gosta de Música Clássica?", pois é bem didático. Acredito que esse meu interesse por música clássica tenha surgido pois não consigo me concentrar nos estudos ouvindo Brujeria e companhia, além, é claro, da beleza associada a essas obras. Se alguém tiver sugestões, eu aceito! Comecei por J. S. Bach e espero que não pare nele...
Endereço do Blog supracitado: http://guiadamusicaclassica.blogspot.com/